O que é Design Thinking? Como usá-lo na área de saúde?

O que é Design Thinking? Como usá-lo na área de saúde?

O Design Thinking, termo sem tradução para o português, é uma ferramenta que vem se difundindo em diversos setores e que tem ajudado muitas organizações a desenvolver soluções extremamente inovadoras.

Não se assuste se você é daqueles que associam o termo “design” a trabalhos gráficos, artísticos ou criação de softwares, e, está se perguntando nesse momento: “Qual a relevância do Design Thinking para o setor de saúde?”.

É fundamental você saber que no setor de saúde existem alguns casos de sucesso no uso do Design Thinking, como falaremos em outro artigo, mas só para ilustrar, citaremos o case da Nutricia, divisão especializada em saúde pertencente à empresa Danone.

A Nutricia é focada em pesquisas científicas sobre nutrição, como também no desenvolvimento de soluções para atender as dietas inadequadas daqueles pacientes que não tem condições de ter uma alimentação regular.

Com o do uso de ferramentas do Design Thinking, foram realizadas sessões para mapear a jornada de vários perfis de pacientes, e isso permitiu gerar insights sobre o comportamento de consumo, hábitos alimentares e as principais necessidades de cada perfil.

O resultado foi positivo: diversos workshops com membros da Nutricia para cocriar várias opções de alimentos que pudessem suprir as carências mais latentes para cada perfil de pessoa, mas que ao mesmo tempo fossem factíveis tecnicamente para a equipe da Nutricia e tivessem viabilidade de negócios para a Danone.

Atualmente, é essencial para qualquer organização de saúde, independente do porte e ramo no qual atua, inovar de forma sistemática para garantir a sobrevivência no cenário altamente competitivo.

As possibilidades são inúmeras: novos produtos, serviços, melhorias na experiência do paciente, processos, cadeia de fornecimento, relacionamentos, marca, entre outras.

Nós sabemos que inovar é preciso, mas qual metodologia utilizar quando queremos criar soluções inovadoras? Quando você quer repensar um processo ou criar um novo serviço como deve proceder?

Esse é o objetivo principal do Design Thinking: apresentar uma abordagem inovadora sob a ótica de quem tem a necessidade, de quem vai criar a solução e de quem vai vender a solução.

design thinking

A utilização de ferramentas de Design Thinking e a adoção de um novo modelo mental permite criar empatia com as pessoas, se inspirar com elas, para despertar todo o potencial criativo das pessoas envolvidas no processo e chegar a soluções para atender os desejos e necessidades de cada um.

O Design Thinking coloca o ser humano no centro do processo de inovação, a partir de experiências de empatia, colaboração, cocriação, prototipação e experimentação.

E como isso se dá? Através da combinação do pensamento criativo e o de negócios, com o objetivo de gerar valor e prover soluções de longo prazo.

Além disso, a metodologia faz com que você desenvolva um novo modelo mental e desperte todo o seu potencial criativo que permitirá atender os desejos e necessidades individuais e em equipe.

Isso é algo que diferencia o Design Thinking das outras abordagens, ele vê o mundo a partir de três lentes:

• A lente do desejo e necessidade do ser humano (a partir da criação de empatia e entendimento do problema);
• A lente de que é viável tecnicamente (ou seja, que temos tecnologia ou podemos desenvolver para um dado problema);
• A lente de que é viável para o mercado (é sustentável para o negócio).

Todas as soluções de Design Thinking têm essa característica e como já existem cursos voltados para a área de saúde, é possível você aprender a usar essa metodologia em clínicas e hospitais.

Por que o Design Thinking é importante para o setor de saúde? É importante porque ele pode ajudar a criar soluções inovadoras e de alto impacto, sem necessariamente precisar investir muito para que isso aconteça. Por meio dessa abordagem, é possível encontrar soluções pontuais e mais holísticas para o sistema de saúde como um todo.

O desenvolvimento de projetos baseado em Design Thinking consiste basicamente em 5 etapas:

1. Descoberta

Temos um desafio. Como abordá-lo?

2. Interpretação

Aprendemos algo. Como interpretar as informações disponíveis?

3. Ideação

Enxergamos uma oportunidade. Como geramos ideias?

4. Experimentação

Temos diversas ideias. Como as validamos?

5. Evolução

Experimentamos algo novo que gerou resultados. Como podemos evoluir?

O uso do Design Thinking possibilita tornar o atendimento ao paciente mais humanizado e também torna mais produtivo os processos internos dos profissionais de saúde.

O Design Thinking redesenha as experiências dos pacientes dentro de clínicas, hospitais e emergências, cria novos serviços, produtos e ferramentas para humanizar a forma de tratamento na percepção dos pacientes.

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Design Thinking na área de saúde

A prática do Design Thinking ainda é recente e pouca explorada no Brasil, conquistando espaço em muitas instituições de saúde ao redor do mundo, principalmente em países desenvolvidos, onde o design é mais respeitado.
Em nosso país o design ainda está em processo de amadurecimento. É necessário sensibilizar empresários e governantes sobre a importância desse modelo de gestão e, principalmente, incentivar novas pesquisas acadêmicas direcionadas ao tema.

O trabalho multidisciplinar coordenado por especialistas como médicos, enfermeiros, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, entre outros, é determinante para o êxito do tratamento. Por isso há uma necessidade em transformar esta em uma atividade interdisciplinar, a qual todos estejam em sintonia, agindo de forma recíproca para que haja enriquecimento mútuo.

A interdisciplinaridade provocada pelo Design Thinking possibilita diversos olhares sobre a mesma questão através de uma visão integradora entre as disciplinas a fim de esclarecer e solucionar novos problemas.

Além de ser uma atividade interdisciplinar centrada no usuário, o Design Thinking propicia uma cultura de inovação, estimula a empatia e a utilização do conhecimento para criar oportunidades, projetar experiências, testar protótipos (podendo ser formas de comunicação, novos produtos, serviços, sistemas, tecnologias, etc) e avaliar resultados através de feedback e acompanhamento.

Há inúmeras vantagens nas características pessoais comumente atribuídas aos designs thinkers, que agora podem ser também aprendidas pelos empresários, gestores, executivos, médicos, enfermeiros e demais profissionais da área de saúde que buscam melhorar tanto a performance coletiva quanto o atendimento ao paciente, através da inovação dos processos decisórios e criativos no ambiente de trabalho e negócios.

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