Uma breve introdução sobre o porquê da Gestão do Corpo Clínico

Uma breve introdução sobre o porquê da Gestão do Corpo Clínico

Qual a importância da gestão do corpo clínico? Leia agora esse texto escrito por Sandro Scárdua e descubra.

por: Sandro Scárdua*

Gestão do Corpo Clínico e sua importância

Propostas têm sido feitas por estudiosos em gestão na saúde com o intuito de gerar iniciativas que se traduzam em inovação, na expectativa de criar um ambiente de diferenciação competitiva entre as organizações de saúde.

O cenário, adverso em inúmeros aspectos exaustivamente citados, prevê dificuldades progressivas num espaço de tempo muito curto para todos aqueles que, de uma forma ou outra, não começarem a se preocupar SINCERAMENTE com a saúde organizacional de seu negócio.

As receitas preconizadas por especialistas vão desde o enxugamento máximo na oferta de serviços até a ampliação em escala das opções de acesso para o usuário, em ambas as situações obrigatoriamente agregando a maior diferenciação tecnológica possível, estas, por sua vez, facilitada pelas inúmeras vias de crédito atualmente disponíveis.

A organização de saúde no nosso país, entendida na prática como um hospital, por muito tempo será o laboratório para a maioria das ações relacionadas à assistência à saúde, independente do grau de complexidade que o usuário vai exigir na sua abordagem.

Portanto, nada mais lógico que nesse local é que se desenvolvam boa parte das contradições que vemos na prática.

Em todo contexto de adversidade, é natural que a todo o momento apareçam novas propostas de solução, o que é bom, pois demonstra uma preocupação saudável.

Porém, para aqueles que lidam com gestão em saúde, abraçar de forma acrítica ideias, conceitos, propostas e modelos rotulados como inovadores pode representar riscos de, no mínimo, levar a perda de tempo e dinheiro.

Mais recentemente vem sendo desenvolvido de forma gradual o conceito de que a condução adequada dos processos dentro de uma organização hospitalar, levando a um melhor desempenho destas, passa necessariamente por um olhar mais diferenciado para aqueles que efetivamente catalisam (ou não) seus resultados operacionais, ou seja, seu corpo clínico.

Entendido conceitualmente como o conjunto de médicos que representa o corpo assistencial dentro do hospital, até o momento esse grupo tem se mantido à margem de processos decisórios e estratégicos conduzidos pela alta direção nas organizações, que até então tem preferido a adoção de modelos muitas das vezes completamente dissociados da cultura organizacional que pretendem melhorar.

Tal conceito inclui, antes de tudo, um profundo respeito pelas diferenças inter-organizacionais quanto ao perfil de usuários, carteira de convênios, modelos de prestação de serviço, missão e valores, grau de especialização, diferenciação  tecnológica, dentre outros, e tenta, de forma global, aproximar o gestor daqueles que estão na linha de frente desta batalha diária que é a rotina de um hospital.

Através do delineamento do seu corpo clínico, cada hospital pode traçar mecanismos de abordagem deste segmento de forma diferenciada com o intuito de identificar oportunidades de melhoria nas suas ações, corrigir distorções, filtrar processos e profissionais, redirecionar fluxos, planejar melhor alocação de recursos, criarem mecanismos de privilegiamento e desenvolver fidelidades.

Obviamente que não é uma receita simples e nem apresenta resultados instantâneos. Porém, as primeiras iniciativas documentadas de abordagem nessa linha têm apresentado resultados promissores.

Visto dessa forma, parece pouco claro e convincente para o gestor que ainda não está familiarizado com o tema. E de fato o é.

Mas, por outro lado, desenvolver a capacidade de refletir sobre esse conceito e ao mesmo tempo se debruçar sobre quem de fato é o principal responsável pela saúde organizacional, pode produzir descobertas muito interessantes.

E, algumas vezes, transformar um gestor de boas intenções num gestor de bons resultados. Clique aqui e aprenda mais sobre a importância da gestão do corpo clínico!

*Sandro Scárdua é Médico Intensivista pela AMIB, Mestre em Medicina, Sócio Proprietário da Rumo – Serviços Médicos e Consultoria em Saúde e Membro do Comitê Gestor da Rede InovarH de Inovação e Aprendizagem em Gestão Hospitalar.

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