Empresa familiar de saúde: a importância da profissionalização

Empresa familiar de saúde: a importância da profissionalização

A maioria das empresas brasileiras está na categoria “familiar”. No setor de saúde esse perfil também é bastante comum.

Afinal, muito provavelmente você é e/ou conhece um médico que inspirou os filhos a seguirem o seu caminho profissional e que passaram a trabalhar juntos.

Irmãos genros, sogros, tios, sobrinhos e outros tipos de parentesco também costumam compor clínicas ou consultórios familiares.

Por isso, uma empresa familiar de saúde, muitas vezes, tem a complexidade maior do que empresas de outro segmento. Existem hospitais, por exemplo, com 150 sócios, assim como redes laboratoriais com dezenas de sócios, ou seja, muitas famílias envolvidas.

A empresa familiar de saúde vive grandes problemas com a sucessão, pela falta de profissionalização e capacidade de gestão.

… Mas, o que é uma empresa familiar?

O Manual de Governança para Empresas Familiares, do International Finance Corporation (IFC), órgão membro do grupo Banco Mundial, descreve empresas familiares como: “aquelas companhias nas quais a maioria das ações com direito a voto está em mãos da família controladora, incluindo o(s) fundadores (es) que tenha(m) a intenção de passar o negócio a seus descendentes”.

No Brasil, o número de empresas familiares apresenta um índice próximo de 90%. Dos 300 maiores grupos empresariais privados do Brasil, 265 são de origem familiar. Se considerarmos o índice mundial, os números variam entre 70% e 85%.

Inclusive, segundo um estudo da PwC (PricewaterhouseCoopers), realizado em 2014, o desempenho das empresas familiares no país (79%) superou a média mundial (65%).

…O que representam as Empresas Familiares no contexto da Economia?

  • 75% de todas as Companhias do mundo são familiares e responsáveis entre 40 a 80% da geração de emprego.
  • No Brasil 40% do PIB é gerado por Empresas Familiares. Em alguns Países, o percentual é superior a 90%.
  • No Brasil 75% da força de trabalho é empregada por Empresas Familiares.
  • O Brasil tem 15 Empresas Familiares dentre as 500 maiores do Mundo, em receitas (3% das maiores do mundo).
  • 57% das Micro e Pequenas Empresas no Brasil possuem parentes entre seus sócios e/ou empregados/colaboradores (com ou sem carteira assinada);
  • 71% das Empresas de Pequeno porte (EPP), 68% das Microempresas (ME) e 38% dos Microempreendedores Individuais (MEI) são “empresas familiares”.

empresas familiares de saúde

Empresa familiar de saúde e governança

Segundo dados do IBGE, a cada 100 empresas comandadas por famílias, 30 sobrevivem à segunda geração e somente 5 chegam à terceira (a pesquisa considerou companhias de vários setores da economia, não somente da área de saúde).

E as causas desse cenário muito provavelmente se relacionam com o principal equívoco dos gestores de empresas familiares: tratar a clínica como uma extensão do lar. As decisões relacionadas aos negócios precisam ser pautadas pela razão, não pela emoção.

Vamos dar alguns exemplos demonstrativos de que a maioria das empresas familiares não possui uma gestão baseada em critérios profissionais e misturam os foros de família, de propriedade e da empresa:

  1. Trazendo assuntos técnicos de gestão para o almoço de domingo ou,
  2. Interesses pessoais e particulares de herdeiros para a diretoria executiva.

Preparar os herdeiros para o ingresso na empresa familiar de saúde e no mundo dos negócios também é extremamente importante. Isso deve acontecer com qualquer outro profissional contratado, e por que seria diferente se ele é da sua família?

Para o IFC (International Finance Corporation), a família desempenha um papel crucial na governança de seu negócio.

Sendo assim, deve-se estabelecer uma estrutura de governança familiar, que foque a disciplina entre os membros da família, dessa forma prevenindo futuros conflitos e assim assegurando a continuidade da empresa.

Para isso, a governança familiar deve observar os seguintes pontos:

  1.  combinação dos valores da família, sua missão e visão de longo prazo, para todos os seus membros;
  2.  manter os membros da família (especialmente aqueles que não estão diretamente envolvidos com a gestão dos negócios) informados e atualizados sobre os principais desafios, realizações e rumos estratégicos da empresa;
  3. comunicar as normas e decisões relativas ao emprego de membros da família, distribuição de dividendos e outros benefícios que eles possam obter do negócio;
  4. estabelecer canais formais de comunicação que permitam aos membros da família compartilhar ideias, aspirações e preocupações; e,
  5. montar uma estrutura formal que permita à família reunir-se e tomar todas as decisões necessárias.

empresa familiar de saúde

Profissionalização da gestão da empresa familiar de saúde

Os maiores desafios dos líderes de negócios familiares são a necessidade constante de inovação e o contexto econômico, ambos citados por 71% dos respondentes na pesquisa já citada.

Para a PwC, as empresas brasileiras são tradicionalmente resistentes a inovar, mas estão mudando de atitude por conta da chegada das novas gerações (mais adeptas a novos modelos, métodos e tecnologias) ao mercado de trabalho.

Globalmente, além da necessidade de inovar (lembrada por 64% dos participantes), outro grande desafio é atrair profissionais qualificados (61%).

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