A busca da Acreditação como diferencial competitivo para empresas de saúde

A busca da Acreditação como diferencial competitivo para empresas de saúde

A Acreditação em Saúde é uma garantia de excelência clínica. Leia agora esse texto e confira os diferenciais competitivos que ela oferece!

Acreditação em Saúde: O que pode fazer pelo estabelecimento na área da saúde

Você já ouviu falar em acreditação na área da saúde? Esta pode se tornar um diferencial no seu negócio na área da saúde.

Atualmente, o número de hospitais certificados em Acreditação no país ainda representa um pequeno percentual de mercado. A Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Joint Comission Internacional (JCI) são as principais acreditadoras em hospitais do Brasil. Diante deste cenário, quais são as vantagens e os reais benefícios de hospitais acreditados? Descubra agora os principais diferenciais competitivos proporcionados pela Acreditação. Continue lendo o texto e confira!

A ANS estabeleceu a Acreditação como o principal indicador do Fator de Qualidade

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu um índice de reajuste aplicável nos contratos entre os estabelecimentos e as operadoras de planos de saúde, o fator de qualidade, segundo três indicadores: acreditação, índice de readmissão hospitalar e segurança do paciente.

A ANS divulgou recentemente a lista de hospitais que atendem esses critérios de qualidade. A lista de hospitais acreditados mostra todos os estabelecimentos que possuem certificação máxima de qualidade emitida por instituições acreditadoras de serviços de saúde. O caráter voluntário da acreditação pressupõe que apenas as instituições realmente interessadas na melhoria da qualidade dos seus serviços se habilitem para a avaliação.

A relação que avalia a taxa de readmissão hospitalar mostra os estabelecimentos que atenderam às exigências da ANS com relação ao índice de reinternação em até 30 dias da última alta. Este indicador mede a capacidade progressiva do prestador de contribuir para uma recuperação mais eficaz do paciente e é frequentemente utilizado como parâmetro para a qualidade assistencial. O custo com internação hospitalar representa cerca de 60% das despesas médicas das operadoras de planos de saúde.

Já uma outra relação de hospitais indica os que possuem o Núcleo de Segurança do Paciente cadastrado na Anvisa. O indicador objetiva estimular a melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso seguro de tecnologias da saúde, a disseminação sistemática da cultura de segurança, a articulação e a integração dos processos de gestão de risco e a garantia das boas práticas de funcionamento do serviço de saúde. Segundo a Resolução nº 36/2013 da Anvisa, todos os serviços de saúde abrangidos pela norma devem constituir núcleos de segurança do paciente, mas hoje menos de 1,4 mil hospitais a cumprem. Veja 5 motivos para atualizar o Plano de Segurança do Paciente.

O índice possui três níveis – 105%, 100% e 85% do valor do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – e é aplicado da seguinte forma:

105% do IPCA: Têm direito a este índice de reajuste os estabelecimentos acreditados, ou seja, que possuem certificação máxima de qualidade emitida por instituições acreditadoras de serviços de saúde. Segundo a ANS, dos 4 mil hospitais privados do país, apenas 131 deles poderão ter o reajuste máximo, ou seja, somente essa minoria possui selos de acreditação.

100% do IPCA: Este índice intermediário é aplicado a hospitais não acreditados, mas que participam e cumprem critérios estabelecidos nos projetos de melhoria da qualidade em saúde desenvolvidos pela ANS – como o Projeto Parto Adequado – e atendam a outros indicadores de qualidade, como Núcleo de Segurança do Paciente cadastrado na ANVISA e proporção de readmissão em até 30 dias da última alta hospitalar. Um grupo formado por apenas 64 hospitais poderá negociar um aumento de 100% do IPCA, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar.

85% do IPCA: Este índice se aplica aos hospitais que não atendem a nenhum desses critérios.

A mudança de regras resultou em um novo modelo de remuneração implantado para hospitais e profissionais da área médica que atendem a saúde suplementar e foi estabelecido pela Lei nº 13.003/2014 e regulamentado pela Instrução Normativa nº 61/2015. Lembrando que o fator de qualidade é aplicado nas situações em que não há negociação entre operadoras e prestadores e quando não há um índice previsto no contrato ou acordo entre as partes.

O fator de qualidade também deve servir como parâmetro de reajuste para os contratos firmados entre operadoras e profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos. Os critérios para essa categoria de prestador ainda estão em discussão e deverão ser definidos conjuntamente com próprias entidades de classe.

Apesar das novas regras já estarem valendo nos hospitais, para os profissionais de saúde, as normas começam a valer a partir de 2017, assim como para laboratórios, clínicas e outras unidades de prestação de serviço de saúde.

Os critérios de qualidade considerados pela ANS serão revisados anualmente, podendo-se excluir, alterar ou incluir demais parâmetros, considerando as políticas regulatórias do setor e análise de possíveis impactos ou dificuldades para implementação.

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Estudos recentes demonstram que hospitais acreditados tem melhoria significativa na performance, impactando positivamente na redução de custos

A acreditação deve ser vista pelas instituições de saúde como um investimento, não como um custo, pois de acordo com Paul Chang, vice-presidente de Acreditação, Padrões e Medidas da Joint Commission International “Abandonar o processo de certificação ou recertificação, ainda que de forma temporária, não contribui em nada para o controle de gastos, já que menos de 1% dos custos hospitalares estão relacionados às despesas de acreditação. Além disso, a qualidade assistencial reduz desperdícios e melhora o giro de leitos, o que aumenta receita”.

Um estudo publicado pelo East Mediterranean Health Journey, compara dois hospitais acreditados pela Joint Commission International com outros dois que não possuem a certificação. Os quatro estão localizados na Jordânia.

Dos cinco parâmetros selecionados para o estudo, três demonstraram melhoria significativa de performance, impactando positivamente os custos. São eles: a redução de 1,2% de pacientes que retornaram à UTI após 24 horas da alta; redução de 12,8% na rotatividade anual de funcionários, especialmente na equipe de enfermagem, e 20% de melhoria no preenchimento adequado de prontuários.

A localização geográfica do estudo, Jordânia, pode não refletir exatamente a realidade de outros locais, mas reforça nitidamente as diferenças existentes entre um hospital acreditado e um não-acreditado.

Podemos também usar o Brasil como exemplo, em um dos hospitais privados acreditados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), o índice de infecção hospitalar de uma das UTIs, passou de 7% para menos de 1% em menos de dois anos. Na mesma instituição, a pneumonia associada a ventilação mecânica, caiu de 9% para 2% no mesmo período.

O processo para obtenção e manutenção do selo de acreditação cria um ambiente de cultura de segurança, de motivação das equipes e de melhoria contínua de processos. Todos esses são fatores resultam em mais qualidade, controle e melhor reputação para os hospitais.

Para o êxito da implantação da melhoria contínua é imprescindível o envolvimento de todas as pessoas atuantes na organização. Lembrando que essas pessoas também estão sendo certificadas e isso é um diferencial competitivo no mercado de trabalho.

Outro ganho importante que a acreditação traz, é a integração das equipes multiprofissionais responsáveis pela assistência, levando os indivíduos a assumirem coletivamente a responsabilidade global pelo paciente. Em suma, a atuação deixa de ser exclusiva do médico, enfermeiro, nutricionista, e passa a ser da equipe multi e inter profissional, acabando assim com a fragmentação da assistência, tão comum na área da saúde.

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